Por mais paisagens que passe,
Todas me parecem iguais
quando comparadas a ti.
E por mais que eu viaje,
por mais beleza que veja em tantos lugares,
ver-te será sempre a minha paisagem preferida.
Porque a tua voz é a melodia
que nunca me canso de ouvir.
Despertas em mim sentimentos
que nunca pensei sentir.
Que perfeita simbiose de todos esses elementos,
o teu cabelo, o teu olhar, o teu sorriso,
o impacto visual que tenho ao ver-te
faz-me sentir no lugar a que dão o nome de "paraíso".
Que perfeita sintonia
Presente no seu interior
Que consegue transmitir-me
tanta alegria e tanto amor.
Tanta palavra que eu poderia usar
para explicar o que transmito,
mas para eu te caracterizar
teria de escrever um texto infinito.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Aleatório.
Há palavras que nos amam
como se nos fossem beijar
Há palavras que nos chamam
quando nos queremos calar.
De entre palavras tantas
que ouvimos pela calada
As palavras que mais amo
são as ditas pela minha amada.
Tenho o coração cheio de palavras
de felicidade e de amor.
Porém, nele não há espaço
para palavras de rancor.
Palavras que são música,
Palavras que são dança,
Palavras que me enchem
de orgulho e esperança.
Em muitas palavras me perco
mas em poucas palavras me expresso.
Podia usar palavras para pedir amor
mas apenas em silêncio o peço.
Palavras que eu escrevo
com a minha própria mão.
Palavras esperançosas
de se tornarem canção.
como se nos fossem beijar
Há palavras que nos chamam
quando nos queremos calar.
De entre palavras tantas
que ouvimos pela calada
As palavras que mais amo
são as ditas pela minha amada.
Tenho o coração cheio de palavras
de felicidade e de amor.
Porém, nele não há espaço
para palavras de rancor.
Palavras que são música,
Palavras que são dança,
Palavras que me enchem
de orgulho e esperança.
Em muitas palavras me perco
mas em poucas palavras me expresso.
Podia usar palavras para pedir amor
mas apenas em silêncio o peço.
Palavras que eu escrevo
com a minha própria mão.
Palavras esperançosas
de se tornarem canção.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Um como os outros?
Era uma vez... Sim, era uma vez um rapaz como tantos outros. Um rapaz moreno de olhos castanhos que sonhava em ser grande um dia, alcançar tudo aquilo que pediu e que desejou para si, chegar à maturidade e poder seguir o seu caminho, com os pés bem assentes no chão. Será que conseguiu chegar lá? É essa a história.
Então a história começa assim: Era uma vez um rapaz (sim, o rapaz do inicio) que começou a vida de uma maneira complicada. Nasceu num dia difícil, num dia de festa mas o dia não era propriamente de festa para aqueles que mais perto se encontravam dele. Foi bastante duvidado pelos seus próximos mas acabou por sair para o mundo, para o conhecer e, como aconteceu e acontece a tantos outros, para festejar e sofrer nele. Esse rapaz cresceu rodeado por apenas poucas pessoas, sem saber nunca o que era a felicidade ou o amor, e conhecendo apenas a falsidade da relação em que vivia, do fingimento que era duas pessoas pretenderem que se amam, apenas para o fazer feliz. Mas este rapaz conseguiu perceber desde cedo que tudo aquilo que o rodeava não era aquilo que o queriam fazer ver, aquele amor e ternura falsos depressa se tornaram em discussões, em brigas e em pesadelos, depressa todo aquele "mundo cor-de-rosa" se tornou num mundo escuro e frio.
No entanto, este rapaz depressa se habituou, depressa se acostumou a viver de maneira diferente, a ser visto como um coitadinho, a que tivessem pena dele. Nunca foi isso que ele pediu... Ele só queria ser visto como os outros rapazes, queria ser normal e ter uma vida normal, queria ter uma família unida com quem ele pudesse contar sempre e poder passar os natais e as festas. Porém, tudo aquilo que pediu em miúdo, nunca foi aquilo que ele recebeu. Se foi uma criança infeliz? Não, nunca foi. Aprendeu desde cedo a agarrar-se àquilo que lhe dava força, aqueles pequenos rasgos de felicidade que ainda ia conseguindo saborear.
Este rapaz entrou para a escola, como todos os outros rapazes. Foi considerado um rapaz inteligente e calmo, foi considerado brincalhão e bom amigo. E foi por causa da ultima que desde cedo o rapaz conseguiu fazer bastantes amigos, alguns dos quais já não sabe nada e outros que o ajudaram e continuam a ajudar a manter-se de cabeça erguida e que o acompanharam ao longo de todos esses anos. Foi por estes que nunca se foi abaixo, foi por eles que fez e faz tudo e são eles uma grande parte da sua felicidade.
O rapaz, que já foi menino, cresceu e cresceu e atingiu a maioridade. Chegou aos 18 anos, sem nunca se sentir grande, sem nunca se sentir um homem, foi sempre um rapaz. Conseguiu alcançar a paz ao lado da sua progenitora, lutando sempre a seu lado para conseguirem aquilo que queriam: um pouco de paz e felicidade. Foi a partir daí que o rapaz se sentiu preparado para dar o salto, sentiu que precisava de alguém para partilhar todos estes momentos, toda esta felicidade, alguém que pudesse estar sempre lá, alguém que o amasse.
Partiu em busca daquilo a que chamam de amor, partiu à procura desse sentimento tão falado por toda a gente, esse sentimento que ainda só tinha adquirido por parte de uma pequena parte da família e pelos seus amigos. Se o encontrou? Sim, encontrou-o. Se se arrepende de o ter encontrado? Não, porque não se arrepende de nada. Se sofreu com ele? Sim, imenso. Passou por todo o tipo de coisas, conseguiu ter alguns dos melhores momentos da sua vida, conseguiu ser magoado milhentas vezes. Sentiu-se no topo do mundo, mas sentiu-se quase sempre no fim dele. Foi amado e odiado, foi perdoado e traído, foi espezinhado e usado, foi humilhado e trocado. Porém o rapaz aprendeu que tudo o que lhe tinha acontecido e tudo o que lhe acontecia diariamente, acontecia por algum motivo. Aprendeu a aprender com aquilo que mais lhe doía e a ser a cada dia que passasse, um rapaz melhor.
O rapaz, jovem adulto, sabe hoje que deve rir-se do passado, do presente e do futuro. Sabe quem são as pessoas realmente importantes na sua vida. Sabe o que é amar mas nunca aprendeu a odiar. Sabe tirar proveito de todos os pequenos prazeres da vida. Enfim, apesar de ter sido uma vida curta e estranha, o rapaz aprendeu a amá-la como sua.
O rapaz, o tal rapaz sonhador, continua e continuará sempre a sonhar, porque a vida dele não pára e, no dia em que parar o rapaz que aí já será homem, quer poder olhar para trás e sorrir, enquanto todos os momentos da sua vida lhe irão passar à frente, como um flashback.
Sim, como devem adivinhar, o rapaz de quem falo sou eu. Mas o rapaz do passado, esse aí já morreu.
Então a história começa assim: Era uma vez um rapaz (sim, o rapaz do inicio) que começou a vida de uma maneira complicada. Nasceu num dia difícil, num dia de festa mas o dia não era propriamente de festa para aqueles que mais perto se encontravam dele. Foi bastante duvidado pelos seus próximos mas acabou por sair para o mundo, para o conhecer e, como aconteceu e acontece a tantos outros, para festejar e sofrer nele. Esse rapaz cresceu rodeado por apenas poucas pessoas, sem saber nunca o que era a felicidade ou o amor, e conhecendo apenas a falsidade da relação em que vivia, do fingimento que era duas pessoas pretenderem que se amam, apenas para o fazer feliz. Mas este rapaz conseguiu perceber desde cedo que tudo aquilo que o rodeava não era aquilo que o queriam fazer ver, aquele amor e ternura falsos depressa se tornaram em discussões, em brigas e em pesadelos, depressa todo aquele "mundo cor-de-rosa" se tornou num mundo escuro e frio.
No entanto, este rapaz depressa se habituou, depressa se acostumou a viver de maneira diferente, a ser visto como um coitadinho, a que tivessem pena dele. Nunca foi isso que ele pediu... Ele só queria ser visto como os outros rapazes, queria ser normal e ter uma vida normal, queria ter uma família unida com quem ele pudesse contar sempre e poder passar os natais e as festas. Porém, tudo aquilo que pediu em miúdo, nunca foi aquilo que ele recebeu. Se foi uma criança infeliz? Não, nunca foi. Aprendeu desde cedo a agarrar-se àquilo que lhe dava força, aqueles pequenos rasgos de felicidade que ainda ia conseguindo saborear.
Este rapaz entrou para a escola, como todos os outros rapazes. Foi considerado um rapaz inteligente e calmo, foi considerado brincalhão e bom amigo. E foi por causa da ultima que desde cedo o rapaz conseguiu fazer bastantes amigos, alguns dos quais já não sabe nada e outros que o ajudaram e continuam a ajudar a manter-se de cabeça erguida e que o acompanharam ao longo de todos esses anos. Foi por estes que nunca se foi abaixo, foi por eles que fez e faz tudo e são eles uma grande parte da sua felicidade.
O rapaz, que já foi menino, cresceu e cresceu e atingiu a maioridade. Chegou aos 18 anos, sem nunca se sentir grande, sem nunca se sentir um homem, foi sempre um rapaz. Conseguiu alcançar a paz ao lado da sua progenitora, lutando sempre a seu lado para conseguirem aquilo que queriam: um pouco de paz e felicidade. Foi a partir daí que o rapaz se sentiu preparado para dar o salto, sentiu que precisava de alguém para partilhar todos estes momentos, toda esta felicidade, alguém que pudesse estar sempre lá, alguém que o amasse.
Partiu em busca daquilo a que chamam de amor, partiu à procura desse sentimento tão falado por toda a gente, esse sentimento que ainda só tinha adquirido por parte de uma pequena parte da família e pelos seus amigos. Se o encontrou? Sim, encontrou-o. Se se arrepende de o ter encontrado? Não, porque não se arrepende de nada. Se sofreu com ele? Sim, imenso. Passou por todo o tipo de coisas, conseguiu ter alguns dos melhores momentos da sua vida, conseguiu ser magoado milhentas vezes. Sentiu-se no topo do mundo, mas sentiu-se quase sempre no fim dele. Foi amado e odiado, foi perdoado e traído, foi espezinhado e usado, foi humilhado e trocado. Porém o rapaz aprendeu que tudo o que lhe tinha acontecido e tudo o que lhe acontecia diariamente, acontecia por algum motivo. Aprendeu a aprender com aquilo que mais lhe doía e a ser a cada dia que passasse, um rapaz melhor.
O rapaz, jovem adulto, sabe hoje que deve rir-se do passado, do presente e do futuro. Sabe quem são as pessoas realmente importantes na sua vida. Sabe o que é amar mas nunca aprendeu a odiar. Sabe tirar proveito de todos os pequenos prazeres da vida. Enfim, apesar de ter sido uma vida curta e estranha, o rapaz aprendeu a amá-la como sua.
O rapaz, o tal rapaz sonhador, continua e continuará sempre a sonhar, porque a vida dele não pára e, no dia em que parar o rapaz que aí já será homem, quer poder olhar para trás e sorrir, enquanto todos os momentos da sua vida lhe irão passar à frente, como um flashback.
Sim, como devem adivinhar, o rapaz de quem falo sou eu. Mas o rapaz do passado, esse aí já morreu.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Falsidade
Mais que um problema comum do nosso quotidiano, isto da falsidade parece ser uma praga ou uma doença. É contagiante e afecta toda a gente que se deixa "contaminar". É um mal de que tanta gente fala e, no entanto, tantos são aqueles a fazer uso deste mal para alcançar algo maior.
E será que o que ganham com isso é mesmo maior? Será que vale a pena para estas pessoas magoar alguém, mesmo indirectamente, para chegar a tal fim? Será o sentimento ganho ao não utilizar a verdade algo assim tão irresistível?
Para quê, pergunto-me. Para quê mentir em relação aos nossos sentimentos, quando tudo o que isso faz é enganar os sentimentos dos outros e além disso enganar-nos a nós próprios?
De que vale revelarmos os segredos de outrem a terceiros e vice-versa, quando tudo o que ganhamos com isso é humilhar alguém que muito provavelmente não merece? Para ganhar a fama de maior fofoqueiro/a das redondezas? Será isso um prazer assim tão grande?!
De que vale sermos falsos em seis das sete palavras que dizemos por frase? Será que não nos sentiremos melhor ao dizermos a verdade? Não é um maior alivio poder dizer sempre a verdade, em todas as circunstâncias?
Realmente, é uma coisa que me intriga. Intriga-me imenso ver que tanta gente é afectada por isto e não seja capaz de mudar. Revolta-me que vivamos num pequeno falso mundo em que toda a gente viva a sua falsa rotina e não se importe minimamente.
Porque é que continuamos a pisar toda a gente que se encontre no nosso caminho, como se não fossem iguais a nós, como se fossem apenas um objecto que se opõe à nossa marcha triunfal?
Gostava de entender tudo isto, a sério que gostava. Gostava de ter resposta para todas estas perguntas. Gostava que a palavra "mentira" não fizesse parte do meu e do nosso vocabulário. Mas faz.
E o enorme esforço dos que permanecem verdadeiros parece mínimo face ao peso daqueles que fazem da falsidade a sua maior e melhor arma.
E será que o que ganham com isso é mesmo maior? Será que vale a pena para estas pessoas magoar alguém, mesmo indirectamente, para chegar a tal fim? Será o sentimento ganho ao não utilizar a verdade algo assim tão irresistível?
Para quê, pergunto-me. Para quê mentir em relação aos nossos sentimentos, quando tudo o que isso faz é enganar os sentimentos dos outros e além disso enganar-nos a nós próprios?
De que vale revelarmos os segredos de outrem a terceiros e vice-versa, quando tudo o que ganhamos com isso é humilhar alguém que muito provavelmente não merece? Para ganhar a fama de maior fofoqueiro/a das redondezas? Será isso um prazer assim tão grande?!
De que vale sermos falsos em seis das sete palavras que dizemos por frase? Será que não nos sentiremos melhor ao dizermos a verdade? Não é um maior alivio poder dizer sempre a verdade, em todas as circunstâncias?
Realmente, é uma coisa que me intriga. Intriga-me imenso ver que tanta gente é afectada por isto e não seja capaz de mudar. Revolta-me que vivamos num pequeno falso mundo em que toda a gente viva a sua falsa rotina e não se importe minimamente.
Porque é que continuamos a pisar toda a gente que se encontre no nosso caminho, como se não fossem iguais a nós, como se fossem apenas um objecto que se opõe à nossa marcha triunfal?
Gostava de entender tudo isto, a sério que gostava. Gostava de ter resposta para todas estas perguntas. Gostava que a palavra "mentira" não fizesse parte do meu e do nosso vocabulário. Mas faz.
E o enorme esforço dos que permanecem verdadeiros parece mínimo face ao peso daqueles que fazem da falsidade a sua maior e melhor arma.
Inicios.
É o inicio. É o começo.
O inicio de um devaneio constante. O começo de uma história que desde cedo se escreveu a ela própria, sem caneta nem tinta. É o inicio daquilo que penso, daquilo que sinto, daquilo que me acompanha diariamente.
É assim que começa um monte de coisas sem sentido. É assim que começa aquilo que ninguém se interessa em ler, em ver, olhar ou perceber.
É desta maneira que se inicia mais um. Mais um tolo que troca palavras soltas na esperança de ser compreendido.
É aqui e assim que tudo começa.
O inicio de um devaneio constante. O começo de uma história que desde cedo se escreveu a ela própria, sem caneta nem tinta. É o inicio daquilo que penso, daquilo que sinto, daquilo que me acompanha diariamente.
É assim que começa um monte de coisas sem sentido. É assim que começa aquilo que ninguém se interessa em ler, em ver, olhar ou perceber.
É desta maneira que se inicia mais um. Mais um tolo que troca palavras soltas na esperança de ser compreendido.
É aqui e assim que tudo começa.
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